"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos." (Marguerite Yourcenar)

«Adevăratul loc de naştere este acela unde pentru prima dată ai aruncat asupra ta însuţi o privire pătrunzătoare» (Marguerite Yourcenar)

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21 de jan. de 2022

CORRESPONDÊNCIAS (Charles Baudelaire)


 

CORRESPONDÊNCIAS

 

A Natureza é um templo em que vivos pilares

Pronunciam palavras de uma trama alheia;

Pelo bosque de símbolos o homem vagueia

E ali o observam com olhares familiares.

 

Qual longos ecos que de longe se divisam

Em uma tenebrosa e profunda unidade,

Imensa como a noite e como a claridade,

Os perfumes, as cores e os sons se harmonizam.

 

Há olores frescos como a carne dos infantes,

Doces como o oboé; como os prados, verdejantes

– E há outros ricos, gloriosos e corrompidos,

 

Com a grandeza das coisas que não têm fim,

Como o âmbar, o incenso, o almíscar e o benjoim,

Que cantam o frenesi da mente e dos sentidos.

                                         (Tradução de Raul Passos)


CORRESPONDANCES

La Nature est un temple où de vivants piliers
Laissent parfois sortir de confuses paroles;
L'homme y passe à travers des forêts de symboles
Qui l'observent avec des regards familiers.

Comme de longs échos qui de loin se confondent
Dans une ténébreuse et profonde unité,
Vaste comme la nuit et comme la clarté,
Les parfums, les couleurs et les sons se répondent.

II est des parfums frais comme des chairs d'enfants,
Doux comme les hautbois, verts comme les prairies,
— Et d'autres, corrompus, riches et triomphants,

Ayant l'expansion des choses infinies,
Comme l'ambre, le musc, le benjoin et l'encens,
Qui chantent les transports de l'esprit et des sens.

CHARLES BAUDELAIRE

22 de fev. de 2019

A PRECE (Victor Hugo)


A PRECE (Victor Hugo)


Eu tinha diante dos meus olhos um negrume.
Um abismo, sem margem ao redor, sem cume,
Imenso e morno, ali; e nada se movia.
No silêncio sem fim, perdido eu me sentia.
Por entre a sombra, ao fundo, véu impenetrável,
Qual estrela sombria, eu vi Deus inefável.
Eu bradava: ‘Minh ’alma, ó Minh ‘alma! O que faço
Para cruzar o abismo sem borda – esse espaço?
Para que à noite chegues ao teu Deus enfim,
Uma ponte gigante erguer num vão sem fim,
Quem será capaz? Ninguém! Ó terror fremente!'
E um pálido fantasma ergueu-se à minha frente,
Enquanto a sombra eu contemplava com espanto.
Esse fantasma tinha o contorno do pranto;
Era um rosto de virgem com mãos de criança,
Como uma flor-de-lis que a brancura afiança;
E suas mãos unidas produziam luz.
Apontou-me o abismo aonde tudo conduz,
Tão profundo que o eco não o pode escutar;
‘Se quiseres, a ponte eu posso levantar’.
Disse-me. E eu lhe ergui um olhar que esmorece:

- Qual o teu nome? – Indaguei. E ele me disse: – A prece.
                                                                                 (Tradução de Raul Passos)

LA PRIÈRE
J'avais devant les yeux les ténèbres. L'abîme
Qui n'a pas de rivage et qui n'a pas de cime
Était là, morne, immense et rien n'y remuait.
Je me sentais perdu dans l'infini muet.
Au fond, à travers l'ombre, impénétrable voile,
On apercevait Dieu comme une sombre étoile
Je m'écriai: Mon âme! Mon âme! il faudrait,
Pour traverser ce gouffre où nul bord n'apparaît,
Et pour qu'en cette nuit jusqu'à ton Dieu tu marches,
Bâtir un pont géant sur des millions d'arches.
Qui le pourra jamais? Personne! Ô deuil! Effroi!
Pleure! - Un fantôme blanc se dressa devant moi
Pendant que je jetais sur l'ombre un œil d'alarme,
Et ce fantôme avait la forme d'une larme;
C'était un front de vierge avec des mains d'enfant,
Il ressemblait au lys que sa blancheur défend;
Ses mains en se joignant faisaient de la lumière.
Il me montra l'abîme où va toute poussière,
Si profond que jamais un écho n'y répond,
Et me dit: - Si tu veux, je bâtirai le pont.
Vers le pâle inconnu je levai ma paupière.
Quel est ton nom? lui dis-je. Il me dit: - la prière!
                                                                    (Victor Hugo)

7 de ago. de 2018

DO CAMINHO - Tudor Arghezi (tradução para o português)


DO CAMINHO
P’ra ti eu canto, distante e além,
Meus cantos clandestinos e ignorados.
Queixumes literários vão também,
Manuscritos e datilografados.
Passa o tempo a galope, de través,
Sem que eu queira saber, frágil leitora,
Dos meus versos varonis receptora,
Nem quem sou eu, nem mesmo quem tu és.

A árvore dadivosa, quer não quer,
As folhas argentinas perde em vão.
Caem por onde passa um qualquer,
No chapéu, ou talvez no coração.

Ah, sol, vais mansamente despertando!
Tua luz não há de se tornar escassa
Se os teus raios tu fores derramando
Assim descuidadamente em quem passa?
                        
Tradução de Raul Passos


DIN DRUM

Te cânt și-acum din depărtare,
Necunoscut, ascuns și tutelar,
Și-ți mai trimit aleanuri literare,
Cuvinte ’n manuscris și de tipar,
Fără să vreau, fragilă cititoare
A stihurilor mele bărbătești,
Să știu, trecând prin timp călare,
Nici cine sunt, nici cine ești.

Copacul darnic cu găteala lui,
De sus își pierde foi de-argintărie,
Cazând în drumul orișicui,
În suflet sau pe pălărie.

Au, soare, tu, ivindu-te domol,
Nu îți alungi, tu, fulgerile lungi,
Nu-ți verși lumina toată ’n gol,
Nepăsător pe cine îl ajungi?
                                                TUDOR ARGHEZI

CONVOCAÇÃO - Tudor Arghezi (tradução para o português)




CONVOCAÇÃO

De inférteis e secas pedras surgiu
Um filetinho de erva inaudito
E o seu cimo, apontando ao infinito,
Lançava estranhamente um desafio.

Fê-lo brotar o sol, de um seu fragmento.
Um farelo de terra o preparou
E delicado e casto germinou
De sacrossanta flor o filamento.

Na rua majestosa esmigalhado
Seco está no itinerário de asfalto,
Mas tem parte com o céu que fala do alto
– Lhe instrui o firmamento abobadado.

Quando numa taça o lácteo manjar
A noite lhe traz, ele, agradecido
Se alegra se um mosquito empedernido
Na sua áurea inflorescência vem pousar.

                                    Tradução de Raul Passos





CHEMAREA

Din pietre sterpe și uscate
Un fir de iarbă s-a ivit
Și vârful lui în infinit
A cutezat, străin, să cate.

Născut dintr-un crâmpei de soare
Și o fărâmă de pământ,
Firul gingaș, curat și sfânt
A-mbobocit și-a dat o floare.

Strivit în ulița măreață
Secat de drumul de asfalt,
El e de-un fel cu cerul înalt,
Care de sus îi spune și-l învață.

Și, mulțumit că drept merinde,
I-aduce lapte noaptea în pahar,
Se bucură când un țânțar
De moțu-i auriu se prinde.

                                    TUDOR ARGHEZI

29 de jun. de 2017

QUADROS BUCARESTINOS II


1 – OS CIGANOS
                                   (à Érica Santana)

A última réstia vai se deitar no ocidente
e meu espírito irrequieto, em brasa
– lume ansioso que já não sabe o que espera –,
se transfigura em chama na tentativa impossível de plenitude.

O bulevar em torno é ruído, cinza e mácula.
Ali, onde uma solitária luz em vão fere a sombra,
os ciganos saem em alarde – dez, doze, quinze...
Transmutam a rua em insólito carnaval

Já não sei em que paragens deixei minha vontade
– Semente lançada ao vento sem cuidado,
foi dar um fruto ignorado em paisagens irreais –
E me abandono em sonho desperto à fantasia dos manuches.

A lua, lume imperioso, bruxuleia entre os ramos
que vêm roçar o balcão de onde assisto ao burburinho.
O cântico recomeça – dolente, misterioso, provocante –
E eu... parece que escuto uma saudade ancestral
– Confissão secreta que não faço nem ao vento –
enquanto lá embaixo, em roda, eles ensaiam
antigas fórmulas de amor e de quebranto

Os eflúvios do tabaco vão buscar no breu que tudo invade
uma pista que conduza ao outro lado

Tudo o mais parece ser engano
Ilusão, perfídia, desconsolo...
Quem dera minha alma achasse também,
nas mãos de uma zíngara indolente,
qualquer repouso ou consolação

Já não sei ser descuidado
Há muito perdi a inocência e o deslumbre
O que me instiga, arrebata e consome?
Nada, que não seja insípido e opaco entendimento...

Ah, se ao menos nessa roda, nesse canto, nesse desconjuro
Minha voz encontrasse um qualquer papel
– Uma alegria verdadeira, uma mensagem a qual carregar –
E eu já não seria o taciturno que, à espreita
– resguardado pela noite –,
nada mais pode que não seja devaneio...
... se tudo fosse diferente, e num arroubo de certeza
extasiado e em transe eu me ergueria
e as minhas asas impossíveis, em tempestade
se lançariam incautas e certeiras pelo mundo
com a fúria de mil sortilégios

Mas que sonho há que dure para sempre?
O grito, o torpor e o encantamento se emudecem
Tudo retorna ao silêncio – gênese apocalíptico –
A noite se instala na estrada e em meu pensamento.

Uma solitária cigana se recolhe à tenda...
E enquanto recolho a cinza e as certezas

A última brasa do cachimbo se amalgama à derradeira luz da rua.

                                                           BUCARESTE, 04/06/2017

6 de dez. de 2013

LIBERDADE! (Victor Hugo)




Com que direito pões pássaros em gaiolas?

Que direito tens tu, que o das aves violas?
Por que as roubas das nuvens... auroras... nascentes?
Por que privas da vida esses seres viventes?
Homem, tu crês que Deus, o Pai, faria nascer
Asas p’ra que à janela as fosses suspender?

Se não o fazes, hás de viver descontente?
Que é que te fizeram esses inocentes
Para que os condenasses, com a fêmea e seu ninho?
A desventura deles é o nosso caminho!
Talvez o sabiá, que do seu galho roubamos,
E o infortúnio que aos animais nós causamos
E a escravidão inútil que impomos às bestas
Qual Nero não cairão sobre nossas cabeças?
E se o cabresto então desprendesse os grilhões?
Oh! Quem sabe o desfecho de nossas ações,
E que fruto nefasto estarão produzindo
As cruezas que na Terra perpetramos rindo?
Quando aprisionas sob o ferro de uma grade
Pássaros feitos para o azul da liberdade,
Os nadadores do ar que arribam por aqui
 – Pintassilgo, chopim, pardal ou bem-te-vi –,
O bico ensanguentado deles – ouve bem! –
Ao se bater nas grades fere a ti também!

Tem cuidado com teu julgamento furtivo!
Deus olha em toda parte onde grita um cativo.
És incapaz de ver que és sórdido e cruel?
A esses detentos abre a porta para o céu!
Aos campos, rouxinóis! Aos campos, andorinhas!
Perdoai o que fizemos às vossas asinhas!
E a ti, pois, da justiça as misteriosas redes,
Pois são masmorras que ornamentam tuas paredes!
Das treliças com fios de ouro nascem bastiões;
A perversa gaiola é a mãe das prisões.
Respeita o augusto cidadão do ar e do prado!
Tudo aquilo que aos pássaros é confiscado
O destino, que é justo, toma dos humanos.
Temos tiranos, pois somos também tiranos.
Queres ser livre, ó homem? Pois pensa primeiro,
Se tens em casa um testemunho prisioneiro...

A sombra ampara aquilo que parece instável.
A imensidade inteira a essa ave miserável
Vem se prostrar; e te condena à expiação.
É estranho, ó opressor, que grites: “opressão!”
Tens sorte agora enquanto tua demência arrasa
A sombra desse escravo no umbral da tua casa;
Porém essa gaiola com a ave infeliz
Encarna nessa Terra triste cicatriz.


Tradução de Raul Passos

18 de nov. de 2013

TESTAMENTO e outros poemas de Tudor Arghezi em tradução de Raul Passos



A 7ª edição de "(n. t.) - Nota do Tradutor", revista literária de tradução, publicada nesse fim de semana, traz alguns poemas do romeno Tudor Arghezi em português, com tradução de Raul Passos. Inédita em língua portuguesa, a poesia de Arghezi é considerada de difícil apreensão até mesmo para nativos da língua romena. Em seus versos coexistem elementos tipicamente simbolistas com imagens características da realidade e do imaginário romenos – ingredientes amalgamados por uma escritura altamente pessoal e temperados pelo uso pontual de arcaísmos. Em Arghezi, a poesia do banal e do áspero é forjada com maestria e alardeia uma inspiração peculiar.

Além de Arghezi, outro romeno figura nessa edição: Paul Celan, através da tradução de Fernando Klabin.

Link para a revista: http://www.notadotradutor.com/revista.html

2 de ago. de 2013

SEGREDO - Octavian Goga (tradução para o português)

SEGREDO

Amada minha, com secretas chaves trancada,
Por anos a fio sigo de ti sendo o portador,
Pelos caminhos contigo vou, levando-te guardada,
Com calafrios de ciúme, no coração vais encerrada
Como o pólen no cálice da flor.

A guerra do mundo ruge em torno de mim
Ressoa uma tormenta herética e flamejante
Ao redor desabam poeira e lama sem fim
Ninguém sabe do triste comboio que assim
Arrasto no peito comigo constante.

Tu, grito selvagem, que de centenas de covis eclodes,
Em vão no meu ouvido vociferas
Pelos portais da vida e nas metamorfoses,
Ela vem comigo e roubá-la não podes,
– Um mistério de antigas eras.

Quando sobre a janela fechada a noite indulgente
Vem descendo, e não há ninguém em minha casa,
Tal como se de outras paragens procedente,
Planando em seu voo indolente,
O meu sonho frágil toca-me com sua asa.

Então os teus tesouros começam a se desfazer
E o paraíso desce à terra em frenesi
E à janela os rouxinóis que vêm descer
Cantam todos tua melodia ... escuto-os até o amanhecer ...
Amada minha... Também eu canto a ti...

                                       Tradução de Raul Passos


Octavian Goga (1881-1938)
TAINA

Iubirea mea-nchisă cu tainic zăvor,
Te port printr-al anilor șir,
Te port și cu tine pe drum mă strecor,
Păzindu-ți în suflet temutul fior
Ca floarea polenu-n potir.

În jurul meu urlă al lumii război
Cu vifor flămând și păgân,
În jurul meu cade și praf și noroi,
Și nimeni nu știe din tristul convoi
Ce strâng eu statornic la sân.

Tu, chiot sălbatic din sute de guri,
Zadarnic îmi strigi în urechi,
Prin vămile vieții și prin cotituri,
Ea vine cu mine și nu poți s-o furi,
O taină din zilele vechi.

Când noaptea-mi coboară la geamul închis
Și-n casa mea nimenea nu-i,
Ca de pe alte tărâmuri trimis,
În zboru-i molatic, plăpândul meu vis
M-atinge cu aripa lui.

Atunci se desfac ale tale comori
Și raiu-mi aduc pe pământ,
Atunci la fereastră-mi vin privighetori
Și toate te cântă... le-ascult până-n zori...
Iubirea mea și eu te cânt...
                                  OCTAVIAN GOGA

ENTARDECER - Tudor Arghezi (tradução para o português)

ENTARDECER

Uma aranha, qual verruga,
Marcha longe e com rigor.
Basta vê-la e não refuga
Nem carências e nem dor.

Ela vem de seu ofício,
Não hesita na sua trilha.
Lá em cima a espera, propício,
O lar feito na vasilha.

Não me vê, nem dá por mim,
– Quem eu sou não vale a pena –.
Por que sou tão grande assim?
Por que ela tão pequena?

           Tradução de Raul Passos
  

Tudor Arghezi (1880-1967)

 SEARA

Un păianjen, ca un neg,
Umblă lung în şase peri.
Abia-l vezi şi e întreg
Cu nevoi şi cu dureri.

Vine de la munca lui,
Nu se-nşală de picior,
Îl aşteaptă, colo-n cui,
Casa prinsă de urcior.

Nu mă vede, nu mă are,
Nu mă ştie de nimic.
De ce-oi fi atât de mare?
De ce-i el atât de mic?
                                            TUDOR ARGHEZI

30 de jul. de 2013

RÛMI (1207-1273)

   

Uma tradução de um célebre poema, "A Morte", escrito por Mawlana Jalal al-Din Muhammad Rumi, ou simplesmente Rûmi (1207-1273), grande poeta e místico persa, fundador da ordem dos derviches. Esse poema consta dos Mathnawi ("Dísticos") que, além de concentrar a quintessência da poesia esotérica de Rûmi, são considerados uma das obras-primas da literatura persa. O alcance espiritual da poesia de Rûmi é comovente e ainda reverenciado nos dias de hoje.

A MORTE

Vê, fui pedra e morri. E planta sendo, floresci.
Morri planta e animal renasci.
Tendo morrido animal, tornei-me homem. Que tenho, pois, a temer?
A morte não pode me extinguir,
Pois, novamente, homem morrerei
E asas de anjo terei.
Porém, também anjo serei sacrificado,
Para ser, algo que não posso compreender, um sopro do Divino.
RÛMI (1207-1273)

Tradução de Raul Passos

27 de jun. de 2013

SAINT-GERMAIN: MÍSTICO, POETA E MÚSICO

Uma tradução, do francês, de um poema do Conde de Saint-Germain, místico europeu nascido na Transilvânia, hoje Romênia, no século XVIII. Uma das mais enigmáticas e admiradas figuras do esoterismo. 


Buscador contumaz, sondei a Natureza
Do grande Todo conheci o princípio e o fim
Latente, na jazida, o ouro vi em sua grandeza,
A matéria captei e seu gérmen colhi assim.

Expliquei por quais artes, na entranha materna,
A alma constrói sua casa - a seduz, como um grão,
Qual trigo posto na poeira sempiterna -,
- Planta e vinhedo sendo, são o vinho e o pão.

Nada havia. Deus quis! Surgiu alguma cousa.
Descri; busquei o nada onde o mundo repousa.
- “Nada” era o equilíbrio e provia o suporte.

Por fim, com o peso do elogio e da censura,
Ele chamou minha alma; abri-me à Forma Pura.
Venerei-O! Mais nada havia... Minha morte!

                                        CONDE DE SAINT-GERMAIN (1707?-1784)
                                        Tradução de Raul Passos